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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O Espelho

“O espelho reflete a minha vaidade, enquanto continuo me procurando dentro dos meus próprios olhos. Um mundo que não me completa, onde as pessoas morrem diariamente e nem se dão conta de que já não estão ali. Amores que exigem das pessoas mais do que o próprio ato de amar. Cumplicidades forjadas nas beiradas frias de uma carência qualquer. Então a mentira vira tática, camuflar o que incomoda, isso sim é uma dádiva, e talvez esse seja meu único dom. O que sou? Sou apenas cada pedaço que sobrou de mim. A morte e desespero pra uma mente bagunçada, o alivio dos iludidos que aguardam o final de um livro sem fim. Recuso a minha tristeza porque meus motivos sempre são menores do que a minha própria dor. Eu não falo tudo, falo a metade, mas ninguém desconfia que digo apenas uma parcela de mim. Nunca entendi quando dizem que se sentem vazios e continuam seguindo em frente, o que está vazio não pesa, mas uma alma vazia é impossível de carregar.”

Sean Wilhelm.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Eternidade & Saudade



“Às vezes eu me pergunto, por que a maioria das pessoas vivem com essa ideia de eternidade? Passam mais um dia como se fossem imortais. Amanhã eu faço, mês que vem eu vou. No próximo ano eu começo. Depois, depois. E se a vida tirar seu tempo? Você vê alguém saindo da sua casa e sussurra um até logo. Até quando? Abra os olhos, esse logo nem sempre é breve, talvez ele nem chegue, mas a grande falha do ser humano é se confortar sabendo que as coisas não estão certas. Morremos a cada minuto que passa, somos escravos da mortalidade. Sua rotina pode mudar a qualquer segundo. Não espere um fim pra lembrar que você poderia ter dito que sentiria saudade.”

— Sean Wilhelm